Sedimentos do Lago da UHE-Tucuruí são usados como fertilizante

Jul 21, 2008 19:29 by admin_iamt

Pará: Sedimentos do lago da Hidrelétrica Tucuruí são usados como fertilizante

 

julho 16, 2008

 

Durante o treinamento, outra unidade de teste foi implantada na área do Viveiro Florestal de Tucuruí. No local, o grupo de técnicos utilizou o fertilizante natural em mais de cem berços para plantar as espécies selecionadas. De acordo com Tacachi Hatanaka, a atividade prática do curso foi importante porque todos puderam ajudar a planejar e implantar um sistema agroflorestal de 400 metros quadrados. “Gostei muito do curso. Acredito que a técnica é perfeitamente aplicável, podendo trazer ganhos aos pequenos agricultores”, disse.

 

Outra colaboradora da Eletronorte, Sandra Moreira do Nascimento, falou que o treinamento teórico e prático permitiu a apropriação da tecnologia desenvolvida na pesquisa e incentivou o comprometimento dos técnicos na multiplicação do uso de fertilização de solos a partir do composto sedimento do lago e pó de pedra. “A tecnologia desenvolvida pode ser uma ferramenta para a melhoria no processo produtivo de agricultores da região, com a fertilização da terra com a própria terra e a diversificação de cultivos. A técnica alia a necessidade do setor energético de maximização de vida útil dos reservatórios a fontes alternativas de fertilizantes e uso dos solos da região de baixa fertilidade natural, ou degradados pelo uso inadequado ao longo dos anos”, explica.

 

Adubo natural

 

Para obter a matéria-prima do fertilizante natural, basta fazer a raspagem dos sedimentos no solo do reservatório na época de estiagem, que são posteriormente misturados ao esterco e ao pó de brita ou pedra. Eduardo afirma que essa é uma técnica antiga, conhecida como “rochagem”.

 

Comparando o composto natural ao uso de fertilizantes químicos, como o NPK (nitrogênio, fósforo e potássio), obtêm-se resultados mais prolongados. “O fertilizante natural não oferece crescimento acelerado, mas permanece por mais tempo no solo”, explica o pesquisador, além de contribuir para a recuperação de solos degradados e redução do assoreamento do leito do lago. As mudas usadas no sistema agroflorestal experimental do Horto são do Viveiro Florestal. A unidade tem uma produção atual de cem mil mudas por ano.

 

Segundo o engenheiro florestal José Emílio Zandonadi, da equipe de meio ambiente, a pretensão é dobrar o número de mudas em 2009. As plantas atendem segmentos sociais como Movimento dos Atingidos por Barragens – MAB. Zandonadi informa que cinco tipos de consórcios (combinação de plantas) serão oferecidos à comunidade, incluindo espécies como manga, caju, cupuaçu, cacau, açaí, mogno, ipê, cedro, angelim, fava tucupi, entre outras.

 

Notícias da Amazônia (com informações Eletronorte)

 

Fonte: http://www.noticiasdaamazonia.com.br/3678




Educação a Distância


Switch to your language: